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		<title>Heretics &#8211; I</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 23:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Desde criança que meu método de estudo é fazer resumos. Para realmente gravar algo na memória, eu não consigo apenas ler. Eu tenho de ler, escrever, fazer esquemas e talvez gravar uma imagem de como escrevi, como estava minha letra, que cor de caneta eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=311&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>Desde criança que meu método de estudo é fazer resumos. Para realmente gravar algo na memória, eu não consigo apenas ler. Eu tenho de ler, escrever, fazer esquemas e talvez gravar uma imagem de como escrevi, como estava minha letra, que cor de caneta eu usei ou em que parte estava na folha de papel. Era uma questão de transformar algo alheio em algo meu, em criar algum tipo de experiência pessoal relacionada àquilo e realmente tentar incorporar seja lá o que eu estivesse estudando.<br />
Assim sendo, pensei em fazer pequenos resumos de “Heretics”, de G. K. Chesterton, não porque eu possa explicar o livro ou saiba comentar alguma coisa que não tenha sido comentada, mas porque eu quero sincera e humildemente estudá-lo, ou seja, quero tentar guardá-lo comigo para sempre que for necessário em minha vida.<br />
É uma tentativa apenas. Algo que quero fazer por mim e coloco aqui disponível caso faça sentido para mais alguém também.</p>
<p>OBS.: Meu livro é em inglês, mas eu não sou tradutora. Perdoem qualquer amadorismo.</p>
<p>*</p>
<p>A palavra “heresia” não mais significa estar errado; significa praticamente ser lúcido e corajoso. A palavra “ortodoxia” só não significa mais estar certo; significa praticamente estar errado. Isto quer dizer que as pessoas se importam menos se elas estão filosoficamente corretas. Pois um homem deveria se confessar louco antes de se confessar um herege.<br />
A idéia moderna é a de que a verdade cósmica é tão irrelevante que não importa o que qualquer um diga. Mais e mais discutimos sobre detalhes em arte, política e literatura, mas não podemos falar do universo, não podemos fazer generalizações. A regra de ouro é a que não existe regra de ouro. Tudo importa &#8211; menos tudo.<br />
Nunca houve tão pouca discussão sobre a natureza do homem como agora, quando, pela primeira vez, qualquer um pode discuti-la. A antiga restrição dizia que apenas os ortodoxos podiam discutir religião. Liberdade moderna significa que ninguém pode discuti-la. Antigamente, era mal visto ser um ateu. Hoje em dia, ainda é mal-visto, mas também é mal visto ser um cristão declarado.<br />
Agora, em nossos tempos, filosofia ou religião, nossa teoria, isto é, sobre as coisas mais fundamentais, foram excluídas dos campos que elas costumavam ocupar. Foram excluídas da arte com o lema de “arte pela arte”. Foram excluídas da política com o lema de “eficiência” que pode ser traduzido como “política pela política”.<br />
Quando tudo em uma sociedade começa a ficar fraco e ineficiente, começam a falar de eficiência. Nenhum dos homens fortes das épocas mais fortes entenderia o que significa trabalhar pela eficiência. A época das grandes teorias era a época dos grandes resultados, os homens eram realmente robustos e eficientes. Com o repudio das grandes teorias, das grandes visões, veio uma raça de homens pequenos na política e homens pequenos nas artes.<br />
O símbolo de nossa época é o homem que é teoricamente prático, e praticalmente mais não-prático do que qualquer teorista. Um homem que se preocupa perpetuamente pensando se essa ou aquela raça é forte, se essa ou aquela causa é promissora, é o homem que nunca acreditará em qualquer coisa pelo tempo que for necessário para dar certo. Não há nada pior para propósitos em andamento do que essa enorme importância atribuída à vitória imediata. Não há nada que falha como o sucesso.<br />
Os dogmatistas Cristãos estavam tentando estabelecer um reino de santidade, e tentando definir, antes de tudo, o que era santo. Mas nossos educadores modernos querem trazer a liberdade religiosa sem tentar estabelecer o que é religião e o que é liberdade.<br />
Ainda existem algumas pessoas &#8211; e eu sou uma delas &#8211; que pensam que a coisa mais importante e prática em um homem é a sua visão sobre o universo. Por estas razões e muitas outras, eu passei a acreditar em voltar aos fundamentos.<br />
Imagine uma grande comoção na rua por causa de alguma coisa, um poste de luz a gás, digamos, na qual muitas pessoas influentes desejam derrubá-lo. Um monge de cinza, que é o espírito da Idade Média, é consultado sobre a questão, e começa a dizer, na forma árida dos escolares, “Antes de tudo vamos considerar, meu rebanho, o valor da Luz. Se a Luz por si só é boa-” E nesse momento ele é imperdoavelmente golpeado. Todas as pessoas correm até o poste, derrubam-no em dez minutos, e seguem se congratulando umas às outras por sua praticidade não-Medieval. Mas a medida que as coisas avançam nem tudo corre tão facilmente. Algumas pessoas derrubaram o poste porque queriam luz elétrica; algumas porque queriam o ferro velho; algumas porque queriam a escuridão, porque suas ações eram maléficas. Alguns não pensavam muito do poste; alguns o fizeram porque queriam destruir um bem do município; alguns porque queriam destruir alguma coisa. E durante a noite ocorrem guerras, sem nenhum homem saber quem está atacando quem. Então, gradativa e inevitavelmente, hoje, amanhã, ou no dia seguinte, retorna a convicção de que o monge estava certo no final das contas, e que tudo depende de qual é a filosofia da Luz. Só que o que podíamos ter discutido sob o poste de luz a gás, precisamos agora discutir sob a escuridão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/311/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=311&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; II</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 23:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Todos os discursos e ideais modernos são manobras com a intenção de evitar o problema do que é bom. Falamos sobre liberdade, progresso e educação para evitar a discussão do que é bom, como se na realidade falássemos “não vamos decidir o que é bom, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=309&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>Todos os discursos e ideais modernos são manobras com a intenção de evitar o problema do que é bom. Falamos sobre liberdade, progresso e educação para evitar a discussão do que é bom, como se na realidade falássemos “não vamos decidir o que é bom, mas está decidido que é bom não decidir isso”; ou “não vamos estabelecer o que é bom, mas vamos estabelecer se queremos mais disso”; ou “não conseguimos decidir o que é bom, mas vamos dar isso para nossas crianças”.<br />
Alguns dizem que a foto do fígado de um alcoólatra seria mais eficaz em questões de temperança do que qualquer reza ou louvor. Um jovem pode se manter longe do vício se pensar continuamente na doença ou, então, pode se manter longe do vício se pensar continuamente na Virgem Maria. Pode haver alguma discussão com relação qual método seria mais eficiente, mas não há dúvida com relação qual pensamento seria mais santo. A vantagem da moral mística é que ela é sempre mais alegre do que a moral moderna, que é de uma morbidez incurável.<br />
Religião sempre tratou abertamente sobre o bem e o mal. Na literatura moderna, a percepção do que há de errado se torna cada vez mais abrangente e clara, enquanto a percepção do que é certo se torna cada vez mais nebulosa, ao ponto de se desfazer completamente em dúvida. Dante descreve os três instrumentos morais &#8211; Paraíso, Purgatório, e Inferno, a visão da perfeição, da melhora e do fracasso. Ibsen só possui um &#8211; Inferno. Ibsen carrega, e sem disfarçar, uma atitude volúvel, vaga e duvidosa com relação ao que seria uma sabedoria verdadeira e virtude nesta vida, o que contrasta com a certeza que ele tem ao apontar algo de mal, alguma falsidade ou ignorância. Em Ibsen, não existe o homem ideal.<br />
Esta omissão, boa ou má, nos deixa com o problema da consciência humana permeada de imagens definitivas do mal e nenhuma imagem definitiva do bem. Todas as épocas passadas se esforçaram para tentar descobrir o que era realmente correto em vida, como seria um homem bom. O mundo moderno fugiu da questão e concluiu que não há resposta para estas perguntas.<br />
O caso do falatório relacionado ao “progresso” é extremo. Todos os ideais de religião, patriotismo, beleza ou prazer puro e simples se encontram com o ideal alternativo de progresso &#8211; isto é, para todas as propostas de obter algo que conhecemos, há a alternativa de conseguir muito mais de ninguém sabe o quê. O progresso, em seu verdadeiro sentido, possui um significado legítimo e digno, mas não pode funcionar em oposição aos ideias morais mais precisos. Progresso implica em direção; no momento em que temos a menor dúvida com relação a direção, também nos tornamos duvidosos com relação ao progresso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=309&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; III</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 23:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Não existem assuntos desinteressantes; existem apenas pessoas desinteressadas. A noção de que tudo é poético é uma coisa sólida e absoluta; não é uma questão de modo de falar ou persuasão. Não é somente verdade, é perceptível. Muitos consideram este discurso uma ingenuidade, um mero [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=307&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>Não existem assuntos desinteressantes; existem apenas pessoas desinteressadas. A noção de que tudo é poético é uma coisa sólida e absoluta; não é uma questão de modo de falar ou persuasão. Não é somente verdade, é perceptível. Muitos consideram este discurso uma ingenuidade, um mero jogo de palavras, mas é justamente o oposto. As coisas são poéticas apesar dos nomes que elas têm, a realidade dos fatos está inteiramente do lado da poesia.<br />
A coisa mais justa que podemos dizer sobre Rudyard Kipling é que ele nos desempenhou um papel brilhante em recuperar as províncias perdidas da poesia. Ele não se assustou com o ar materialista apegado apenas às palavras; ele penetrou a substância romântica e imaginativa das coisas em si. Ele percebeu a significância e a filosofia do vapor e da gíria. Vapor pode ser um efeito secundário da ciência e a gíria um efeito secundário da linguagem. Mas ele ao menos esteve entre os poucos que perceberam a relação divina destas coisas e soube que onde há fumaça, há fogo &#8211; isto é, onde existe a coisa mais baixa, há também a mais pura. Acima de tudo, ele tinha algo para falar, uma visão definitiva das coisas para expressar, e isto em um homem sempre significa que ele é destemido e capaz de enfrentar a tudo. Pois no momento em que temos uma visão do universo, nós o temos.<br />
A mensagem de Rudyard Kipling, na qual ele se concentrou, é a única coisa digna de preocupação nele ou em qualquer outro homem. O militarismo exercia atração em Kipling não pela noção de coragem &#8211; pois o militar ganha poder civil na medida em que o civil perde suas virtudes militares e se torna mais manso e tímido &#8211; mas a noção de disciplina. A verdadeira poesia em Kipling é a divisão do trabalho e a disciplina em todas as profissões. Tudo é militar no sentindo em que tudo depende de obediência. Em todos os lugares, nossos antepassados conquistaram este mundo com suor e submissão. O ideal de disciplina não é tudo na vida, mas está espalhado pelo mundo todo. A devoção que Kipling tem com relação a isto implica em uma certa sabedoria mundana, vinda da experiência de um andarilho, o que é um dos verdadeiros charmes do melhor de seu trabalho.<br />
A grande lacuna em sua mente é o que pode ser chamado de falta de patriotismo &#8211; quer dizer, falta nele a habilidade de se envolver com alguma causa ou comunidade de forma final e trágica; pois toda finalidade deve ser trágica. Ele admira a Inglaterra, mas ele não a ama, pois admite que sua devoção é resultado de reflexão, o que o coloca em um patamar muito diferente da noção de patriotismo puro. Ele é um mestre perfeito da melancolia leve que acomete o homem que olha para seu passado e percebe que foi cidadão de muitas comunidades, o mesmo tipo de melancolia que acomete o homem que foi amante de muitas mulheres. Mas um homem pode ter aprendido muito sobre mulheres ao flertar com elas, e continuar a ser completamente ignorante em questão de primeiro amor; um homem pode conhecer tantos lugares como Ulisses, e continuar ignorante em questão de patriotismo.<br />
No momento em que nos preocupamos profundamente com alguma coisa, o mundo &#8211; isto é, todos os outros interesses variados &#8211; se torno nossa inimigo. No momento em que amamos qualquer coisa, o mundo se torna nosso adversário. No momento em que estamos enraizados em algum lugar, o lugar some. Vivemos como uma árvore com toda a força do universo.<br />
Kipling, mesmo com todos seus méritos, não tem a paciência de se tornar parte de qualquer coisa. Seu cosmopolitismo é sua fraqueza, e esta é expressada de forma esplêndida em um de seus melhores poemas, “A Sextina do Vagabundo Real”, em que um homem declara ser capaz de suportar qualquer tipo de fome ou horror, mas nunca a presença permanente em um só lugar. Isto é certamente perigoso, pois quanto mais morta e seca e empoeirada é uma coisa, mais ela circula.<br />
A verdade é que a exploração e a ampliação tornam o mundo menor. O telescópio torna o mundo menor; apenas o microscópio torna o mundo maior. O primeiro estuda coisas grandes e vive em um mundo pequeno; o segundo estuda coisas pequenas e vive em um mundo grande. É tentador, sem dúvida, percorrer a Terra, sentir a areia da Arábia e ver os campos de arroz da China, mas estas são civilizações antigas com virtudes estranhas enterradas como tesouros. Se desejamos compreender tais lugares não podemos ser como turistas ou investigadores, mas precisamos ter a lealdade das crianças e a grande paciência dos poetas. Conquistar estes lugares é perdê-los. O homem parado em sua própria horta é o homem com as grandes idéias. Sua mente cria distância, o motor a destrói estupidamente.<br />
As grandes idéias prosperam quando não se concentram em matéria de continentes, mas de compreender alguns homens. Sob esta vasta ilusão de um planeta cosmopolita, a vida verdadeira do homem segue concentrada com esta árvore ou aquele templo, com esta safra ou aquela música, totalmente incompreendida,  totalmente intocada. E ela assiste em seu esplêndido paroquialismo, possivelmente com um sorriso, a civilização do motor indo em seu caminho triunfante, ultrapassando tempo, consumindo espaço, vendo tudo e vendo nada, rugindo até a última posse do sistema solar, apenas para achar o Sol proletário e as estrelas suburbanas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/307/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=307&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; IV</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Nos dias alegres de antigamente, antes da ascensão das morbidades modernas, ser incompreendido era considerado uma desvantagem. Podemos duvidar se é sempre ou mesmo geralmente uma desvantagem. O homem incompreendido sempre tem a vantagem perante seus inimigos, pois eles não sabem quais são seus planos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=305&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>Nos dias alegres de antigamente, antes da ascensão das morbidades modernas, ser incompreendido era considerado uma desvantagem. Podemos duvidar se é sempre ou mesmo geralmente uma desvantagem. O homem incompreendido sempre tem a vantagem perante seus inimigos, pois eles não sabem quais são seus planos ou fraquezas. Bernard Shaw é um monumento moderno da vantagem de ser incompreendido.<br />
A força de Shaw reside em sua consistência. Se ele desaprova anarquia, ele a desaprova nos socialistas e nos individualistas. Se ele desaprova o patriotismo febril, ele o desaprova tanto nos ingleses como nos irlandeses. Se ele desaprova o casamento, ele desaprova ainda mais os laços de um amor sem lei. Se ele ri da autoridade dos padres, ele ri mais alto ainda da pomposidade dos homens da ciência. Se ele condena as irresponsabilidades da fé, ele também condena a irresponsabilidade da arte. Ele agradou ao dizer que a mulher era igual ao homem; e enfureceu a todos ao sugerir que o homem era igual a mulher. Ele é quase que mecanicamente justo; possui a qualidade terrível de uma máquina.<br />
Bernard Shaw jamais aceitaria a crença popular de que um vinho amarelo possa ser “branco”. O fato de que a verdade é mais estranha do que a ficção é onde estão baseados toda a sua força e seu brilhantismo. A verdade, é claro, deve ser mais estranha do que a ficção, pois criamos ficção para melhor nos servir. Ele dizia ver as coisas como elas são; e ele realmente as via, enquanto a sociedade toda não via nada. Mas falta algo muito sério no realismo de Shaw.<br />
Na filosofia de Shaw, os ideias conservadores são ruins não porque são conservadores, mas porque são ideias. Todo ideal impediria ao homem de julgar casos particulares justamente. Toda generalização moral oprimiria ao individual; a regra de ouro é que não existe regra de ouro. Minha objeção está no fato de que isto apenas finge libertar aos homens, mas na verdade os impede de fazer a única coisa que homens fazem. De que adianta dizer a uma comunidade que ela tem toda a liberdade, exceto a liberdade de fazer leis? A liberdade de fazer leis é o que constitui pessoas livres. De que adianta dizer a um homem (ou a um filósofo) que ele tem toda a liberdade, exceto a de fazer generalizações? Fazer generalizações é o que o torna homem. Em resumo, quando Shaw proíbe aos homens de terem morais ideais estritos, ele está agindo como alguém que proíbe aos homens de terem filhos.<br />
A verdade é que é um erro acreditar que a ausência de convicções definitivas dá liberdade e agilidade à mente. O homem que acredita em algo é rápido e esperto, porque ele tem todas as suas armas com ele. Além disso, um homem com uma crença definitiva parece sempre bizarro, porque ele não muda com o mundo. Milhões de homens são chamados de sãos e sensíveis meramente porque sempre acompanham a insanidade da moda, loucura depois de loucura.<br />
Mas a sensação relacionada a Shaw está no desenvolvimento repentino de sua religião do Super-Homem. Ele que sempre pareceu rir de todos os credos em um passado esquecido, descobriu um novo deus em um futuro impensável. Ele que colocou toda a culpa nos ideais, estabeleceu o mais impossível de todos, o ideal de uma criatura nova. O tempo todo, ele estava comparando em silêncio a humanidade com algo não-humano, com um monstro de Marte, o sábio dos estóicos, o homem econômico dos Fabians, com Júlio César, com Siegfried, com Super-Homem. Manter internamente este padrão imperdoável pode ser uma coisa muito boa ou muito ruim, mas não é ver como as coisas como elas são.<br />
Quando vemos o homem como ele realmente é, nós não o criticamos, mas o louvamos; e muito justamente. Pois um monstro com olhos misteriosos e polegares miraculosos, com sonhos estranhos em sua caveira, e uma excêntrica afeição por aquele lugar ou aquele bebê, é realmente uma criatura maravilhosa e formidável. Somente através do hábito arbitrário e arrogante de o comparar com outra coisa é que é possível ficar impassível diante dele. Nesse sentido, Bernard Shaw é desumano. Ele foi infectado até certo ponto pela fraqueza intelectual primária de seu mestre, Nietzsche, com a estranha noção de que um homem melhor e mais forte deveria desprezar as outras coisas. Quanto melhor e mais forte um homem é mais inclinado ele estaria a se curvar perante uma pequena flor. Seria mais fácil acreditar que ele vê as coisas como são se o encontrássemos encarando aos próprios pés com um arrebatamento religioso.<br />
Toda apreciação genuína está em certo mistério de humildade e quase escuridão. Aquele que disse, “Abençoados os que não esperam nada, pois não ficarão decepcionados,” colocou de forma muito inadequada ou quase falsa. A verdade é, “Abençoados aqueles que não esperam nada, pois eles se surpreenderão gloriosamente.” Abençoados aqueles que não esperam nada, pois eles possuirão cidades e montanhas. Abençoados são os humildes, pois eles herdarão a Terra.<br />
O que eu quero dizer é que o único defeito na grandiosidade de Shaw é achar que um grande homem não pode se satisfazer facilmente. Ele é praticamente a exceção para a máxima geral e essencial de que pequenas coisas agradam grandes mentes. Se o homem, como nós o conhecemos, é incapaz da filosofia do progresso, Shaw nos pede não por uma nova filosofia, mas por um novo tipo de homem. É como se uma babá tivesse alimentado um bebê com uma papinha muito amarga por anos e, ao descobrir o gosto, em vez de trocar de papinha, jogasse o bebê pela janela e pedisse um bebê novo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/305/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=305&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; V</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:56:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Devemos nos interessar pela parte mais obscura e real do homem, não onde se originam os vícios que ele não demonstra, mas as virtudes que ele não consegue demonstrar. Quanto mais nos aproximarmos dos problemas da história da humanidade com esta caridade intensa e penetrante, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=303&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>Devemos nos interessar pela parte mais obscura e real do homem, não onde se originam os vícios que ele não demonstra, mas as virtudes que ele não consegue demonstrar. Quanto mais nos aproximarmos dos problemas da história da humanidade com esta caridade intensa e penetrante, menos espaço sobrará para qualquer tipo de hipocrisia. Os hipócritas não nos enganarão se passando por santos; e tampouco nos enganarão se passando por hipócritas.<br />
Os homens se esforçam sobretudo pelas coisas que eles sabem que não merecem. O segredo da humildade, de ter a si mesmo em baixa conta e manter-se mesmo assim preparado para uma infinidade de triunfos desmerecidos, é um segredo tão simples que pode parecer sinistro e misterioso. Humildade é uma virtude tão prática que alguns consideram um vício, confundem com orgulho ou mesmo vaidade. Em resumo, o fracasso desta virtude está em seu sucesso; quando nos tornamos consciente de sua própria força, ela fica mais fraca.<br />
Os homens da ciência estão cada vez mais orgulhosos de sua humildade. Cada vez mais, eles se consideram os portadores da verdade com V maiúsculo, falando dos credos que eles pensam ter destruído, das descobertas que seus predecessores fizeram. Mas um homem puramente moderno surgiu nestes tempos estritamente modernos que carrega consigo uma simplicidade pessoal do antigo mundo da ciência. Um homem da arte, que era um homem de ciência, e que parece ser marcado por essa incrível humildade científica. Estou falando de H. G. Wells.<br />
Difícil acreditar que Wells possa ser humilde escrevendo histórias tão mirabolantes, mas é o homem humilde que faz coisas corajosas, que tem visões sensacionais, e isto por três motivos óbvios: primeiro, ele força a vista muito mais do qualquer outro homem para enxergá-las; segundo, ele fica mais estupefato e arrebatado quando elas surgem; terceiro, ele as narra mais sincera e exatamente, com menos adulteração do lugar mais comum de seu ego pretensioso. Aventuras são para aqueles que não as esperam &#8211; isto é, para os mais românticos. Aventuras são para os tímidos: nesse sentido, aventuras são para os não-aventureiros.<br />
O único defeito em Wells é nem sempre perceber que algumas coisas não deveriam ser científicas e nem sempre considerar a alma humana. Um homem deve se casar porque ele se apaixonou e não porque o mundo deve ser populado. Um homem deve comer porque tem bom apetite, e não porque tem de sustentar um corpo. Todas as funções fundamentais de um homem saudável devem ser feitas com prazer e por prazer; elas não devem ser feitas com precaução ou por precaução. Somos saudáveis quando não precisamos de cuidados, quando não encaramos nossas necessidades como necessidades, mas como indulgências.<br />
Em Utopia, Wells diz não acreditar no pecado original. Mas se ele tivesse considerado a alma humana &#8211; isto é, considerado a própria alma &#8211; descobriria que o pecado original é a primeira coisa a ser acreditada, que uma possibilidade permanente de egoísmo surge do mero fato de se ter um ego, e não de nenhum acidente na educação ou maus tratos. Da mesma forma, ele não consegue perceber que seria impossível impedir conflitos entre civilizações porque é impossível impedir conflitos entre ideais. Se não houvessem mais os conflitos modernos entre nações, haveriam conflitos entre Utopias. Pois a coisa mais superior não tende a unir apenas; mas também à diferenciação. A não ser que você impeça deliberadamente alguma coisa de ser boa, você não pode impedir de que ela mereça ser defendida.<br />
Mas o erro principal de Wells é ainda mais profundo. Sua filosofia é a negação da possibilidade da própria filosofia. Ele diz que não é possível encontrar idéias seguras e confiáveis com as quais podemos descansar com uma satisfação mental e final porque nada dura, nada é preciso e certo. Eu digo que não pode ser verdade que nada no nosso conhecimento não dure. Ou então não chamaríamos de conhecimento. Nosso estado mental pode ser muito diferente do de alguém de milhares de anos atrás; mas não pode ser completamente diferente, ou então não teríamos consciência de uma diferença. Se duas coisas são diferentes, elas também são semelhantes. Se dizemos que alguma coisa muda, é porque alguma coisa se mantém a mesma. O que muda são manifestações ou coisas materiais. O que não muda são qualidades abstratas, a idéia invisível.<br />
Nietzsche resumiu tudo que havia de interessante na teoria do Super-Homem quando disse, “O homem é uma coisa que precisa ser ultrapassada.” Mas a própria palavra “ultrapassar” implica na existência de um padrão comum para nós e para esta coisa nos ultrapassando. Se o Super-Homem for mais homem do que os homens, eles iriam desafiá-lo ou mesmo matá-lo. Mas se o Super-Homem for simplesmente mais Super-Homem, eles poderiam ficar tão indiferentes como ficariam com qualquer outra criatura por aí. Pura força ou mesmo tamanho são padrões; mas somente isto jamais fará com que os homens o achem superior a eles. Gigantes, nos antigos e sábios contos de fada, são vermes. Super-Homem, se não for um bom homem, é verme.<br />
O mundo moderno, assim como Wells, está do lado dos gigantes; o lado mais seguro e, portanto, o mais cruel e mais prosaico. O mundo moderno fala de força e coragem, mas não entende o paradoxo na conjunção destas idéias. O forte não pode ser corajoso. Apenas o fraco pode ser corajoso; e ainda assim, na prática, podemos confiar apenas naqueles que são corajosos o suficiente para serem fortes. Esta é a primeira lei da coragem em prática. Os heróis de antigamente, como Aquiles, eram mais humanos do que a própria humanidade. O Super-Homem de Nietzsche é frio e sem amigos. Aquiles gosta tanto de seu amigo que ele massacra exércitos inteiros na agonia de seu luto. Um grande homem não é um homem que seja tão forte que ele sinta menos do que os outros; um homem é forte quando ele sente mais. Sensibilidade é a definição da vida. Quando Nietzsche diz, “Um novo mandamento eu te dou, ‘seja duro,’” ele está dizendo, “Um novo mandamento eu te dou, ‘seja morto.’”<br />
Esta heresia de louvar o herói imoral impede, eu acredito, de tornar H. G. Wells um dos melhores pensadores desta época. A literatura forte de antigamente é toda feita em louvor do mais fraco. Força é desdenhar a força. A esperança desenganada não é somente a esperança verdadeira, é a única esperança verdadeira da humanidade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=303&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; VI</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com Tudo que é racional é difícil de compreender. Mas aquilo que é irracional qualquer um entende. É por isto que a religião surgiu tão cedo no mundo e se espalhou tanto, enquanto a ciência surgiu tão tarde e não se espalhou nada. A História atesta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=301&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Tudo que é racional é difícil de compreender. Mas aquilo que é irracional qualquer um entende. É por isto que a religião surgiu tão cedo no mundo e se espalhou tanto, enquanto a ciência surgiu tão tarde e não se espalhou nada. A História atesta unanimemente o fato de que apenas o misticismo tem a menor chance de ser compreendido pelas pessoas.<br />
O ritual é mais velho que o pensamento; é mais simples e mais selvagem do que o pensamento. Um sentimento tocando a natureza das coisas não faz apenas os homens sentirem que há certas coisas apropriadas a dizer; faz com que sintam que há certas coisas apropriadas a fazer. Em todos os lugares, a dança religiosa veio antes do hino religioso, e o homem era ritualista antes mesmo de conseguir falar.<br />
Um homem que tem fé deve estar preparado não somente para se tornar um mártir, mas para se tornar um bobo. É absurdo dizer que um homem está pronto para trabalhar e morrer por suas convicções quando ele não está pronto sequer para usar uma guirlanda em sua cabeça.<br />
O filósofo Frederic Harrison nos pede que consideremos a filosofia de Auguste Comte e que ignoremos suas propostas fantásticas de papados, cerimoniais, o novo calendário, os novos feriados e dias santos. Esta parte que os Comtistas consideram absurda é a única parte do Comtismo que faz sentido para mim. É evidente que é impossível venerar a humanidade simplesmente porque sabemos que nós não fizemos as estrelas, o universo. Eu tenho certeza absoluta de que eu não consideraria de forma alguma ler as obras de Comte até o final. Mas consigo facilmente me imaginar com grande entusiasmo acendendo uma fogueira no Dia de Darwin.<br />
Mas nada nesse estilo se sucedeu. Não houveram festivais racionalistas, nenhum êxtase racionalista. Os racionalistas não batizaram ou criaram um novo dia para a alegria. Racionalmente, não existe motivo para não cantarmos e trocarmos presentes no aniversário de Michelangelo. Mas não dá certo. Ao remover o elemento supernatural, sobra apenas o não-natural. O Natal permanece como o único festival a nos lembrar dos tempos, pagãos ou cristãos, em que as alegrias antigas cobriam a terra, quando muitos faziam poesia ao invés de escrevê-las.<br />
Um aspecto muito triste dos pensadores modernos é que temos no Natal uma tradição festiva antiga, sólida e eles acham vulgar. Que nenhum homem se engane; se por vulgaridade estamos nos referindo à fala bruta, comportamento desordeiro, fofoca, brincadeira pesada e muita bebida, vulgaridade sempre houve onde houvesse alegria, onde houvesse fé nos deuses. Credo e mitologia produzem esta vida grosseira e vigorosa, e em troca esta vida grosseira e vigorosa produz credo e mitologia.<br />
A ausência da fé, tanto em suas formas mais altas como as mais baixas, na vida moderna é ocasionada principalmente pelo divórcio da natureza e das árvores e das nuvens. Se recuperarmos a verdadeira Inglaterra, todos se tornarão novamente pessoas religiosas e, se tudo correr bem, supersticiosas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/301/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/301/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=301&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; VII</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com A única maneira verdadeiramente perigosa e imoral de se tomar vinho é tomando como remédio. Beba porque você está feliz, mas nunca porque você se sente miserável. Nunca beba porque você precisa, pois isto é beber racionalmente, e o caminho para a morte e o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=299&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>A única maneira verdadeiramente perigosa e imoral de se tomar vinho é tomando como remédio. Beba porque você está feliz, mas nunca porque você se sente miserável. Nunca beba porque você precisa, pois isto é beber racionalmente, e o caminho para a morte e o inferno. Mas beba porque você não precisa, pois isto é beber irracionalmente, e a saúde antiga do mundo.<br />
Por anos, a sombra e a glória da grande figura oriental esteve presente na literatura inglesa. A tradução de Fitzgerald de Omar Khayyám se concentra no hedonismo sombrio e fugidio de nosso tempo. A bebericagem de Omar Khayyám é ruim não por ser bebericagem, mas por ser bebericagem medicinal. É a bebida de um homem que bebe porque não está feliz. Seu vinho é aquele que se fecha para o universo, não o vinho que o revela. Não é beber poeticamente, que é alegre e instintivo; é beber racionalmente, que é prosaico e indigesto como uma dose de camomila.<br />
Um crítico fez a incrível bobeira de chamar Omar de ateu e materialista. É praticamente impossível um oriental ser qualquer um dos dois; o oriente entende muito bem de metafísica. A objeção real que um cristão filosófico poderia fazer contra a religião de Omar não é a de que ele não dá lugar a Deus, mas a de que ele dá lugar demais a Deus. Ele representa aquele teísmo terrível que não pode imaginar nada além de divindades, e que nega completamente os traços da personalidade e da vontade humana, do livre-arbítrio. Este ceticismo não é nem um pouco o ceticismo que nega a existência de Deus; mas o que nega a existência do homem.<br />
Neste culto da pessimista busca do prazer Rubáiyát é o primeiro; mas não o único. Muitos dos intelectos dos nossos tempos nos pedem que busquemos o mesmo tipo de prazer auto-consciente. Walter Pater disse que nós todos somos sentenciados à morte e que devemos aproveitar cada momento pelo bem do momento. Oscar Wilde nos diz o mesmo com sua poderosa e desoladora filosofia; mas a religião do “carpe diem” não é uma religião de pessoas felizes, mas de pessoas muito infelizes.<br />
É verdade que felicidade aparece em certos momentos passageiros; mas não é verdade que devemos pensar na felicidade como algo passageiro, ou aproveitar o momento pelo bem do momento. Fazer isto é racionalizar a felicidade, e portanto destruí-la. A felicidade, assim como a religião, é um mistério e não deve nunca ser racionalizada. Um apaixonado aproveita o momento não pelo momento, mas pela mulher que ele ama. Um guerreiro aproveita o momento não pelo momento, mas pela bandeira que ele carrega. A causa da bandeira pode ser boba ou passageira; o amor pode não ser verdadeiro e durar uma semana. Mas o patriota pensa na bandeira como algo eterno; o apaixonado pensa em seu amor como algo que não pode acabar. Estes momentos são permeados de eternidade; estes momentos são alegres porque não parecem momentâneos. Uma alegria verdadeira possui um senso de imortalidade.<br />
Nunca houve golpe tão esterilizante contra os homens que amam e riem naturalmente como o “carpe diem” dos estetas. Pureza e simplicidade são essenciais às paixões &#8211; sim, mesmo às paixões maléficas. Mesmo o vício requere uma espécie de virgindade. Se queremos ser verdadeiramente alegres, devemos acreditar que há uma alegria eterna na natureza das coisas. Aquilo que chamamos de “bons ânimos” só é possível para aqueles que tem alma, espírito. No final das contas, um homem não pode sentir prazer em nada a não ser a natureza das coisas. No final das contas, um homem não pode aproveitar coisa alguma além de religião.<br />
Dionísio fez vinho, não remédio, mas um sacramento. Jesus Cristo também fez vinho, não remédio, mas um sacramento. Mas Omar fez, não um sacramento, um remédio. Ele festeja não porque a vida é alegre; ele revela que não está contente. Ele diz, “Beba porque você não sabe de onde veio ou por que. Beba porque você não sabe quando vai ou onde. Beba porque as estrelas são cruéis e o mundo sem propósito como um pião. Beba porque nada merece confiança, nada merece ser defendido. Beba porque as coisas não mais se baseiam em igualdade e paz maléfica.” No altar mais alto do Cristianismo há outra figura com o copo de vinho em suas mãos, nos oferecendo. Ele diz, “Beba pois o mundo é vermelho como este vinho, com o escarlate do amor e da ira de Deus. Beba porque os trompetes nos chamam para a batalha e esta é a última bebida. Beba pois este é o meu sangue do novo testamento deixado para você. Beba porque eu sei de onde você veio e porquê. Beba porque eu sei quando você vai e onde.”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/299/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=299&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; VIII</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com O verdadeiro sensacionalismo, do qual eu gosto muito, pode ser moral ou imoral. Mas mesmo quando muito imoral, ele requer coragem moral. Pois surpreender qualquer um é a coisa mais perigosa a se fazer. Se você faz com que qualquer criatura alerta pule, não é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=297&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>O verdadeiro sensacionalismo, do qual eu gosto muito, pode ser moral ou imoral. Mas mesmo quando muito imoral, ele requer coragem moral. Pois surpreender qualquer um é a coisa mais perigosa a se fazer. Se você faz com que qualquer criatura alerta pule, não é nada improvável que ela pule em você. Mas os líderes do novo jornalismo não possuem coragem moral ou imoral; seus métodos consistem inteiramente em dizer, com letras grandes e ênfase elaborada, as coisas que qualquer um diz casualmente e depois nem se lembra de ter dito.<br />
Alguns dizem que estes jornais não devem ser sequer considerados, mas neste problema da leniência e da mansidão estão traçados um problema muito maior. O jornalista de Harmsworth começa com a veneração do sucesso e da violência, e termina em timidez e mediocridade. Mas ele não está sozinho nesta, ou tampouco acabou assim pela coincidência de ser pessoalmente estúpido. Todo homem, não importa quão corajoso, que começa venerando a violência termina invariavelmente em timidez. Todo homem, não importa quão sábio, que começa venerando o sucesso termina em mera mediocridade. Este destino estranho e paradoxal tem a ver não com o indivíduo, mas com a filosofia, com o ponto de vista. A veneração do sucesso é a única de todas as possíveis venerações cujos seguidores estão condenados a se tornarem escravos e covardes. Quando o triunfo se torna o teste de todas as coisas para os homens, eles nunca duram o tempo suficiente para triunfar em coisa alguma. Enquanto tudo for esperançoso, a esperança é apenas uma lisonja ou uma platitude; apenas quando tudo está desenganado é que a esperança começa a ser força. Como todas as virtudes cristãs, é tão irracional quanto indispensável.<br />
Os aventureiros modernos desejam força; e para eles, desejar força é admirá-la. Eles não percebem que é óbvio que aquele que deseja se tornar forte deve detestar os fortes. Eles procuram ser tudo, ter a força toda do cosmos, a energia que move as estrelas. Eles não percebem dois grandes fatos &#8211; primeiro, na tentativa de ser tudo, o passo inicial e mais difícil é se tornar alguma coisa; segundo, que no momento em que um homem se torna alguma coisa, ele está essencialmente desafiando a tudo.<br />
Mas o animal racional corre um perigo horroroso, o de que ele pode falhar ao perceber o próprio fracasso. Quando sociologistas modernos falam da necessidade de se acomodar à tendência do momento, eles esquecem que a tendência do momento, na melhor das hipóteses, é feita inteiramente por pessoas que não se acomodarão à nada. Na pior das hipóteses, consiste de milhões de criaturas assustadas se acomodando à uma tendência que nem existe. Todo homem que se refere à opinião pública se refere à opinião pública menos a própria opinião. Todo homem deixa sua contribuição no negativo sob a impressão errônea de que a contribuição do próximo está no positivo. Todo homem submete seu gosto ao tom geral que é em si mesmo uma rendição. E sobre essa unidade sem coração e asinina que se espalha essa mídia nova e entediante e óbvia, incapaz de invenção, incapaz de audácia, capaz apenas de servidão desgostosa porque não é nem mesmo uma servidão aos mais fortes. Mas todos que começam com força e conquista terminam assim.<br />
O “Novo Jornalismo” é simplesmente um jornalismo ruim. Sem comparação alguma, o trabalho mais sem forma, sem cuidado e sem graça feito nos dias de hoje.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/297/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=297&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; IX</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com O orgulho é uma fraqueza no caráter; seca a risada, a curiosidade, o cavalheirismo, a energia. Não só a humildade é mais sábia e vigorosa do que o orgulho, a vaidade também. A vaidade é social &#8211; é quase uma espécie de camaradagem; orgulho é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=295&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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</strong><br />
O orgulho é uma fraqueza no caráter; seca a risada, a curiosidade, o cavalheirismo, a energia. Não só a humildade é mais sábia e vigorosa do que o orgulho, a vaidade também. A vaidade é social &#8211; é quase uma espécie de camaradagem; orgulho é solitário e incivilizado. Vaidade é ativa; deseja o aplauso de multidões infinitas; orgulho é passivo, desejando apenas o aplauso de uma só pessoa, de qual ele já tem. Vaidade tem bom humor, pode desfrutar até mesmo a piada de si mesma; o orgulho é monótono, não consegue nem mesmo sorrir. A vaidade olha no espelho dos outros homens, das outras vidas. O orgulho as estuda por si e é transformado em pedra.<br />
George Moore começou sua carreira literária escrevendo suas memórias; não haveria mal nisto se ele não as tivesse continuado pelo resto de sua vida. Seu egoísmo não é mera fraqueza moral, mas uma fraqueza estética muito constante e influente. Nos interessaríamos mais por Moore se ele não fosse tão interessado nele mesmo. Uma das milhares de objeções que podemos fazer contra o orgulho está precisamente nisto, de que a auto-consciência destrói a auto-revelação. Um homem que pensa muito sobre si mesmo tentará ser multi-facetado, conquistar uma excelência teatral em todos os pontos, ser uma enciclopédia de cultura enquanto sua própria personalidade ficará perdida em falso universalismo. Pensar nele mesmo fará com que ele tente ser o universo; tentar ser o universo fará com ele deixe de ser coisa alguma. Se, por outro lado, um homem é sensível o bastante para pensar apenas no universo; ele vai pensar nele de sua própria forma individual.<br />
Moore impõe o “eu” mesmo que prejudique a força da própria afirmação. Quando um outro homem poderia dizer, “É um belo dia,” Moore diz, “Visto pelo meu temperamento, o dia parece belo.” Quando outro homem diria, “Milton tem um estilo obviamente maravilhoso,” Moore diria “O estilo de Milton sempre me impressionou.” A nêmesis deste espírito auto-centrado é a de ser totalmente ineficaz. Mesmo quando Moore está do lado da verdade, ele é errático como as crias da falsidade. Mesmo quando ele encontra a realidade, ele não encontra descanso. Ele não tem a tenacidade da convicção que acompanha o espírito de um lutador como Bernard Shaw. A fraqueza da introspecção e do egoísmo, em toda sua glória, não irão impedir que ele lute; mas irão sempre impedir que ele ganhe.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/295/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=295&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Heretics &#8211; X</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 22:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel López da Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: http://iedamarcondes.tumblr.com O único tipo de simplicidade que vale preservar é a simplicidade do coração. Há mais simplicidade em um homem que come caviar por impulso do que em um homem que come cereal por princípio. Não há nada mais materialista do que desprezar um prazer como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=293&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo generosamente cedido por Ieda Marcondes de seu Tumblr: <a href="http://iedamarcondes.tumblr.com" title="Tumblr - Ieda Marcondes">http://iedamarcondes.tumblr.com</a></strong></p>
<p>O único tipo de simplicidade que vale preservar é a simplicidade do coração. Há mais simplicidade em um homem que come caviar por impulso do que em um homem que come cereal por princípio. Não há nada mais materialista do que desprezar um prazer como puramente material ou reservar o horror apenas para ferimentos físicos.<br />
Os pensadores modernos que pregam as mais variadas formas de vida simples, dos vegetarianos aos Doukhobors, pretendem nos tornar simples em tudo aquilo que não importa &#8211; isto é, dieta, hábitos, etiqueta, sistema econômico &#8211; e nos tornar complexos em tudo aquilo que importa &#8211; filosofia, lealdade, aceitação e rejeição espiritual. Mas o único tipo de simplicidade que importa é o tipo de simplicidade que aceita e aproveita.<br />
Não devemos pensar no que devemos comer ou beber, ou com o que vamos nos vestir. Devemos primeiro nos preocupar em procurar o reino de Deus e sua retidão, e todas estas coisas nos serão integradas. A única forma de conquistar saúde, força, graça e beleza, a única forma de ter certeza de que elas são verdadeiras, é pensar em outra coisa. Racionalizar é inaplicável para as coisas simples e urgentes.<br />
É preciso preservar a virgindade do espírito, que desfruta de tudo com surpresa e medo. Eu não quero a simplicidade que nega a surpresa, o medo ou mesmo a alegria. Eu não quero a visão demoníaca de uma criança simples demais para gostar de brinquedos. Neste assunto e em outros, a criança é mesmo o melhor referencial, pois ela vê tudo com um prazer simples, mesmo as coisas mais complexas. Para uma criança, tanto uma árvore quanto um poste de luz são sobrenaturais, pois ambos são esplêndidos e inexplicados. O tipo falso de naturalidade fica voltando à distinção entre natural e artificial. O tipo mais alto de naturalidade ignora esta distinção.<br />
A principal conclusão deste livro é que precisamos de um ponto de vista fundamental, de uma filosofia ou religião, e não uma mudança de hábito ou de rotina social. As coisas práticas que mais precisamos agora são todas abstrações. Precisamos de uma visão correta da sociedade, da humanidade; e se vivermos no entusiasmo disto, devemos, ipso facto, viver simplesmente no senso espiritual e genuíno. Desejo e perigo tornam todo mundo simples.  </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/destraopiniao.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/destraopiniao.wordpress.com/293/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=destraopiniao.wordpress.com&amp;blog=2872817&amp;post=293&amp;subd=destraopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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